O que não me mata, torna-me mais forte


Friedrich Nietzsche perdeu quase tudo. A sua saúde. O amor. O raciocínio. E, ainda assim, escreveu uma frase que, até hoje, salvou mais vidas do que qualquer terapia.
O meu pai fala frequentemente sobre Nietzsche.
Sobre como a sua filosofia é intemporal.
Por isso, partilho isto contigo.
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Nietzsche não era um filósofo que vivia numa biblioteca.
Ele era um homem que sofria fisicamente todos os dias. Enxaquecas debilitantes, perda de visão quase fatal, isolamento completo.
> E, ainda assim, continuou a escrever.
> Não apesar da dor, mas através dela.
Aos 44 anos, desmaiou numa rua em Turim após abraçar um cavalo que estava prestes a ser chicoteado.
Nunca se recuperou.
Mas, nos anos antes do seu colapso, na sua fase mais lúcida, escreveu algo que o mundo ainda não estava preparado para ouvir.
"O que não me mata, torna-me mais forte"
Hoje, isto tornou-se um slogan para t-shirts. Mas, no seu contexto original, ele queria dizer algo muito mais profundo:
> A dor não é um obstáculo à vida.
> É o material com que a vida te forma.
Nietzsche tinha reconhecido algo que a psicologia moderna só confirmaria muitas décadas depois.
Hoje chamamos-lhe crescimento pós-traumático.
As pessoas que passam por perdas, crises, doenças ou colapsos muitas vezes não simplesmente retornam à sua antiga versão.
Elas crescem além dela.
Com mais clareza, mais profundidade e mais força do que tinham antes. Mas há uma condição.
> A dor sozinha não ensina nada.
> Apenas a reflexão sobre a dor te transforma.
Nietzsche não sofria simplesmente.
Ele perguntava a si mesmo:
"O que é que este sofrimento quer mostrar-me, e o que posso criar a partir dele?"
Esta própria questão separa aqueles que são destruídos pela dor daqueles que a usam.
Ele também escreveu:
"É preciso ainda ter caos dentro de si para poder dar à luz uma estrela que dança."
Com isto, ele não romantizava o sofrimento.
Ele queria dizer: O caos interior, os conflitos, as incertezas e as crises são muitas vezes o começo do teu desenvolvimento mais verdadeiro.
Mas quase nunca reconheces isto enquanto estás no meio do turbilhão.
O verdadeiro problema não é passar por tempos difíceis.
O verdadeiro problema é acreditar que esses tempos provam que algo está errado contigo.
Nietzsche diria: O oposto é verdadeiro.
Eles mostram que estás realmente vivo.
> Aquelas pessoas que nunca arriscam podem sofrer menos.
> Mas também não crescem.
Na próxima vez que te encontrares numa situação dolorosa, pergunta-te:
"O que é que esta situação está a tentar construir dentro de mim?"
Isto não é resignação.
Isto é a atitude de alguém que decidiu abraçar a vida, em vez de deixá-la controlar.
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