Percebi uma notícia importante que pode ter um grande impacto no mercado. Analistas do JPMorgan Chase falam sobre a possibilidade de aprovação de uma nova legislação americana para regular o mercado de criptomoedas até meados deste ano, o que pode impulsionar fortemente o setor na segunda metade.



A lei atualmente proposta é conhecida como CLARITY, e a ideia principal é classificar as moedas digitais em duas categorias: bens digitais sujeitos à supervisão da Comissão de Contratos Futuros, e valores mobiliários digitais sob supervisão da Securities and Exchange Commission. A Câmara dos Deputados já votou nela, mas o Senado ainda está em fase de negociações.

As divergências atuais giram em torno de vários pontos: empresas digitais querem oferecer retornos sobre stablecoins, e os bancos estão preocupados que isso possa retirar depósitos deles. Os democratas exigem restrições mais rígidas contra conflitos de interesse relacionados às participações de responsáveis e às transações vinculadas a elas.

A lei possui recursos interessantes: há uma cláusula que permite que alguns tokens 305 e outras moedas fiquem sob supervisão da CFTC em vez da SEC. Projetos com financiamento anual não superior a 75 milhões de dólares podem ser isentos de registro completo. Também oferece um caminho para transformar tokens de valores mobiliários em bens para alcançar total descentralização.

Há também uma clarificação fiscal incluída, com isenções para transações pequenas. Desenvolvedores em fase de desenvolvimento receberão uma proteção específica. E, de modo geral, a lei apoia claramente o desenvolvimento de novos tokens de ativos.

O que também chamou minha atenção foi que a SEC já mudou sua abordagem. Hester Peirce, da comissão, indicou que a divisão de negociação e mercados ajustou a forma de calcular o capital de reserva para intermediários em relação às stablecoins, reduzindo o requisito de reserva de 100% para apenas 2%. Uma mudança radical na postura.

A lei também limitará a capacidade das autoridades reguladoras de forçar os bancos a classificar ativos digitais de clientes como passivos ou impor reservas adicionais de capital, o que basicamente significa que a SEC está se afastando de suas diretrizes anteriores. Honestamente, isso parece um grande avanço para o setor como um todo.
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