Acabei de perceber que os contratos futuros de café caíram bastante na segunda-feira. Arabica caiu 2,68% e robusta atingiu uma mínima de 6 meses. Todo o mercado vem caindo há semanas, com arabica atingindo mínimas de 15 meses na semana passada.



O principal culpado? O Brasil está prestes a ter uma colheita massiva de café. Sua agência de safra divulgou que a produção de 2026 vai subir 17,2% ano a ano, atingindo um recorde de 66,2 milhões de sacas. Além disso, eles têm recebido bastante chuva em Minas Gerais, que é a maior região de cultivo. Isso está impulsionando bastante a oferta global.

O Vietnã também está inundando o mercado com exportações de robusta. Seus embarques de janeiro aumentaram 38% em relação ao ano anterior, chegando a 198.000 toneladas métricas, e eles estão projetando números ainda maiores para o ano todo. Quando o maior produtor de robusta do mundo começa a exportar tanto volume, os preços sentem.

Por outro lado, os estoques de arabica e robusta da ICE estão se recuperando de suas mínimas, o que também é baixista. A produção da Colômbia caiu 34% em relação ao ano anterior em janeiro, então isso oferece um pouco de suporte. Mas, no geral, com o Brasil se preparando para uma safra recorde e o Vietnã exportando de forma agressiva, o quadro de oferta ficou muito mais pesado para o resto do ano.
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