Mineiros MARA vendem 15 000 bitcoins, arrecadando 1,1 mil milhões de dólares para recomprar obrigações convertíveis

A empresa de mineração listada nos EUA, MARA Holdings, anunciou na quinta-feira que vendeu 15.133 bitcoins entre 4 de março e 25 de março, arrecadando cerca de 1.1 mil milhões de dólares, e usou os fundos obtidos para recomprar antecipadamente obrigações convertíveis sem juros com vencimento em 2030 e 2031, a fim de reduzir a dívida e fortalecer a flexibilidade financeira.
De acordo com um comunicado oficial, a MARA alterou sua estratégia de gestão de ativos digitais em 3 de março, permitindo que a empresa vendesse bitcoins mantidos em seu balanço patrimonial, enquanto a política anterior limitava-se a vender bitcoins recém-minerados. No momento da alteração da política, a MARA detinha 53.822 bitcoins, dos quais 28% já estavam sendo utilizados em operações financeiras como empréstimos e garantias.
Os chamados “títulos convertíveis sem juros” referem-se a um tipo de título emitido pela empresa que não paga juros durante o período de detenção, mas pode ser convertido em ações da empresa sob certas condições. O preço de emissão desses títulos geralmente é inferior ao valor nominal (ou seja, “emissão com desconto”), e os investidores lucram com a diferença de preço e a valorização das ações após a conversão.
A operação da MARA é exatamente a utilização da venda de bitcoins para recomprar esses títulos a um preço abaixo do valor nominal. De acordo com um acordo de recompra negociado em particular, a MARA vai recomprar títulos com valor nominal de 367,5 milhões de dólares, com vencimento em 2030, por 322,9 milhões de dólares; e recomprar títulos com valor nominal de 633,4 milhões de dólares, com vencimento em 2031, por 589,9 milhões de dólares.
Essas duas transações estão previstas para ser oficialmente liquidadas em 30 e 31 de março, resultando em uma economia de 88,1 milhões de dólares em dinheiro (antes dos custos de transação), equivalente a uma recompra com um desconto de 9% sobre o valor nominal.
Após a recompra, a MARA ainda terá 632,5 milhões de dólares em títulos com vencimento em 2030, assim como 291,6 milhões de dólares em títulos com vencimento em 2031, que ainda não foram pagos.
O CEO da MARA, Fred Thiel, afirmou: “Esta transação aumentou a flexibilidade financeira e ampliou o leque de opções estratégicas, uma vez que estamos passando de um negócio puramente de mineração de bitcoins para a expansão em infraestrutura de energia digital e inteligência artificial/computação de alto desempenho.”

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