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Acabo de revisar un análisis sobre cómo a qualidade do petróleo varia drasticamente con base na sua origem geográfica, e a realidade é bastante interessante.
Basicamente, tudo se resume a um número: o grau API. Este indicador mede quão leve ou pesado é o crude, e acredita, a diferença é enorme. A água tem um API de 10° como referência. Se o petróleo flutua, seu API está acima de 10°; se afunda, está abaixo. A fórmula é simples: API = 141,5 / d - 131,5, onde d é a densidade relativa.
Agora, aqui é onde fica interessante. O petróleo leve (API superior a 31,1°) é o que todos querem: menos denso, mais frações leves, mais fácil de refinar em gasolina e gasóleo. O Brent e o WTI, esses futuros petrolíferos famosos, têm um API de 40°. O petróleo leve saudita chega a 50°, sendo praticamente o padrão de ouro de qualidade do petróleo.
Mas depois está o crude pesado (API entre 10° e 22,3°), que é muito mais complexo de processar. Requer refinação profunda e tem maior viscosidade. E aqui é onde a Venezuela entra na conversa de uma forma bastante particular.
O petróleo Merey da Venezuela tem um API de 15,9°, já considerado pesado. Mas o que realmente é notável é o Orinoco, com um API de apenas 8°. Isso significa que é mais pesado que a água e afunda, algo raro na indústria. Grandes reservas, mas uma qualidade do petróleo que complica significativamente a sua extração e refino.
Por comparação, o Daqing chinês, o mais famoso da China, tem um API de 32,7°, classificando-se como crude médio. A diferença entre esses tipos é brutal: quando vendes crude por barril, o coeficiente de conversão de toneladas pode variar até 27% dependendo do API. Não é só o peso que importa, é o conteúdo efetivo.
Resumindo, a qualidade do petróleo não é uniforme globalmente. Alguns países têm acesso a crude de qualidade superior, enquanto outros precisam trabalhar com reservas muito mais difíceis de processar. A Venezuela claramente está no segundo grupo.