Vamos falar honestamente sobre por que razão, nas finanças islâmicas, a negociação de futuros levanta tantas questões.



Estudei este assunto e percebi que a proibição dos contratos de futuros se baseia em três princípios-chave. O primeiro — gharar, isto é, a incerteza. Quando negocias futuros, na prática estás a vender algo que ainda não possuis ou que pode nem sequer existir no momento em que o acordo é celebrado. Isto contraria a indicação clara no Corão sobre transações justas.

O segundo ponto — maysir, jogos de azar. Digo-te com sinceridade: a negociação especulativa de contratos de futuros é, de facto, semelhante a apostas. Tu ganhas com as oscilações dos preços, sem possuir um ativo real. O Corão condena-o de forma direta como um negócio de Сатаны.

O terceiro ponto — riba, percentagens. Os mecanismos financeiros na negociação de futuros incluem frequentemente taxas de juro, o que é categoricamente proibido no sistema das finanças islâmicas.

Os estudiosos islâmicos de diferentes escolas concordam nesta questão. A Academia Islâmica de Fiqh, da OIC, publicou resoluções claras, declarando que tal negociação é inadmissível. Xeiques de autoridade, como Yusuf Al-Qaradawi e Muhammad Taqi Usmani, analisaram em detalhe este tema nos seus trabalhos.

Para mim, pessoalmente, isto tornou-se uma questão séria de consciência. Depois de alguns irmãos e irmãs aqui me terem chamado a atenção para a contradição entre a minha fé e as minhas ações, percebi que era preciso mudar alguma coisa. A partir de hoje, já não vou publicar anúncios de negociação nem de transações futuras na minha página.

Obrigado a quem me ajudou a compreender isto ❤️✅ Jazākumullāhu khayran a todos os que me lembraram da importância de estar em conformidade com as minhas convicções.
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