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Recentemente, tenho acompanhado a ecologia das plataformas de troca descentralizadas e descobri um fenómeno interessante — cada vez mais pessoas usam aquelas exchanges que não exigem verificação de identidade.
Resumindo, são plataformas onde podes trocar criptomoedas diretamente, sem precisar de enviar documentos de identificação ou comprovativos de endereço. Uniswap e PancakeSwap são exemplos típicos. Na altura, a Uniswap tinha um volume muito grande, com 12 milhões de utilizadores ativos mensais em agosto de 2024, representando cerca de 60% do mercado. PancakeSwap, embora menor, tinha quase 2 milhões de utilizadores independentes.
Por que tanta gente as usa? As razões principais são várias. Primeiro, a privacidade — numa era de frequentes vazamentos de informação, muitas pessoas querem fazer transações discretas, sem serem monitorizadas. Segundo, a conveniência, eliminando processos de autenticação complicados; basta querer fazer a troca, especialmente para quem vive em países com restrições ou sem acesso ao sistema financeiro tradicional. Além disso, a velocidade é um fator, com abertura de contas instantânea, múltiplas contas à vontade, transferências de fundos sem limites. Claro que há quem use também para evitar restrições regulatórias, o que é mais sensível.
Porém, essa liberdade tem um preço. A segurança é a principal preocupação: a anonimidade atrai fraudadores, e se houver problemas no código ou fraudes, quase não há onde reclamar, pois não há uma autoridade central. O risco regulatório também é real, pois os governos de vários países estão de olho nessas plataformas, e cedo ou tarde podem surgir consequências legais. As limitações de funcionalidades também são evidentes; por exemplo, na Uniswap, não é possível fazer a troca por moeda fiduciária, e os pares de tokens com baixa liquidez são escassos.
Notei um dado bastante interessante — até novembro de 2023, o valor total de fundos bloqueados no ecossistema DeFi atingiu 50 mil milhões de dólares, evoluindo de farms de rendimento para staking e empréstimos de liquidez.
A descentralização é como uma espada de dois gumes. Por um lado, representa privacidade, liberdade e autonomia; por outro, essa falta de regulação faz dessas plataformas um terreno fértil para lavagem de dinheiro e fraudes. Sem uma entidade central, ninguém pode ajudar ou reclamar.
Pensando nos mecanismos de proteção tradicionais, o Reino Unido tem o FSCS, que garante até 85.000 libras por cliente, e contas conjuntas até 170.000 libras. Nos EUA, o FDIC oferece até 250.000 dólares por depositante. Mas e as exchanges de criptomoedas? A maioria não está coberta por esses seguros, e mesmo aquelas que oferecem alguma proteção, o alcance é limitado, muito inferior ao sistema financeiro tradicional. Em caso de ataques de hackers, fraudes ou disputas, pode ser que vás ficar por tua conta.
Existem casos históricos que ilustram bem o problema. Por exemplo, o mercado dark web Hydra, que usava exchanges descentralizadas e mixers de Bitcoin para lavar dinheiro, envolvendo milhões de dólares em fundos ilegais. Como não há verificação de identidade, os criminosos podem facilmente trocar Bitcoin ilegal por criptomoedas legítimas, dificultando o trabalho das autoridades. Outro exemplo é o caso do Tornado Cash, em 2022, quando hackers norte-coreanos usaram o mixer para lavar mais de 600 milhões de dólares em Ethereum, roubados no ataque ao Axie Infinity. A estratégia dos hackers era usar mixers para quebrar a ligação entre remetente e destinatário, tornando impossível rastrear a origem dos fundos.
A propósito, o FBI recebeu mais de 60k denúncias de fraudes relacionadas com criptomoedas em 2023, com perdas superiores a 5,6 mil milhões de dólares, um crescimento acelerado.
Se ainda quiser usar essas plataformas, deve ser extremamente cauteloso. Alguns princípios básicos: usar senhas longas e complexas, preferencialmente com um gestor de passwords. Ativar a autenticação de dois fatores para uma camada extra de proteção. Usar VPN para esconder a localização e a conexão de rede. Quando fizer transações em DEX, manter os fundos em carteiras não custodiais, e, para maior segurança, transferir o excesso para uma carteira de hardware, deixando na carteira vinculada apenas o necessário para as operações. Por fim, estar atento a ataques de phishing: verificar URLs, confirmar endereços de contratos inteligentes, e validar a autenticidade de emails e links.
No geral, as plataformas descentralizadas oferecem liberdade, mas também trazem riscos. Avaliar bem ambos é o que um trader racional deve fazer.