Conselho da União Europeia define posição legislativa sobre o «Euro Digital»: CBDC coexistirá com dinheiro em espécie, com implementação prevista para a segunda metade de 2026

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O Conselho da União Europeia publicou hoje (19) um anúncio, declarando a sua aprovação formal da posição de negociação sobre o euro digital, o que representa um consenso oficial dos governos dos 27 Estados-membros da UE no quadro legislativo do euro digital.
(Antecedentes: Presidente do Banco Central Europeu: o sistema central do euro digital CBDC está concluído, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026)
(Informação adicional: Banco Central Europeu: o euro digital está previsto para ser lançado em 2029, mas condicionado à conclusão da legislação relevante em 2026)

O Conselho da União Europeia publicou hoje (19) um anúncio, declarando a sua aprovação formal da posição de negociação sobre o euro digital, o que representa um consenso oficial dos governos dos 27 Estados-membros da UE no quadro legislativo do euro digital. Vale a pena mencionar que esta posição faz parte do “pacote de moeda única” (single currency package), abrangendo também uma proposta para reforçar o estatuto do euro em dinheiro como moeda de curso legal, marcando um avanço importante na transição digital da moeda pública pela UE.

Euro digital coexistindo com dinheiro em espécie

A posição aprovada pelo Conselho inclui principalmente duas regulamentações: uma para estabelecer o quadro legal para uma potencial emissão de euro digital, e outra para garantir que o dinheiro em espécie continue a ser amplamente aceito e disponível dentro da UE.

O anúncio indica que o euro digital será uma forma complementar ao dinheiro em espécie, apoiada diretamente pelo Banco Central Europeu (BCE), oferecendo aos cidadãos e empresas uma opção pública de pagamento a qualquer hora e em qualquer lugar na zona euro. O sistema suportará uso online e offline, com forte ênfase na proteção de privacidade, coexistindo com instrumentos de pagamento privados existentes (como cartões de crédito e aplicativos de pagamento móvel), sem substituí-los.

Para manter a estabilidade financeira, a posição do Conselho estabelece um limite máximo para a quantidade de euro digital que os cidadãos podem possuir, sendo que o BCE será responsável por definir esse limite, que deverá ser revisado a cada dois anos. Além disso, os provedores de serviços de pagamento não poderão cobrar taxas por serviços obrigatórios como abertura, encerramento de contas ou transações de pagamento básicas; apenas serviços de valor agregado poderão ter taxas. Durante o período de transição, as taxas relacionadas a comerciantes também terão um limite, sendo posteriormente ajustadas com base nos custos reais.

No que diz respeito ao dinheiro em espécie, o Conselho reforça que o euro em dinheiro continua a ser a única moeda de curso legal na zona euro, devendo ser amplamente aceito para pagamento de bens, serviços e quitação de dívidas. A posição tende a proibir que retalhistas ou prestadores de serviços recusem dinheiro sem motivo justificado, permitindo apenas algumas exceções, como compras online ou máquinas automáticas. Ao mesmo tempo, os Estados-membros devem monitorar a aceitação do dinheiro em espécie, garantir canais de acesso ao dinheiro e elaborar planos de resiliência para interrupções em larga escala nos pagamentos eletrônicos.

Plano do euro digital avançando mais um passo

O plano do euro digital, iniciado em 2021 pelo Banco Central Europeu na fase de investigação, passou por vários anos de preparação. No entanto, em 18 de dezembro, a presidente do BCE, Lagarde, anunciou na última conferência de imprensa do ano que o desenvolvimento do sistema central do euro digital foi totalmente concluído, restando apenas a aprovação legislativa pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu. Se o cronograma for cumprido, a zona euro entrará na era de CBDC oficial e de stablecoins privadas simultaneamente na segunda metade de 2026.

Funcionários da UE consideram que esse avanço é um sinal importante de fortalecimento da autonomia estratégica da UE no setor de pagamentos, especialmente num contexto em que os pagamentos digitais dependem fortemente de infraestruturas fora da UE. A presidente do BCE, Lagarde, e outros oficiais enfatizaram várias vezes que o euro digital aumentará a soberania monetária europeia, a resiliência do sistema de pagamentos e a segurança econômica, reafirmando que o dinheiro em espécie não será substituído, mas coexistirá com a forma digital, oferecendo mais opções de pagamento ao público.

O próximo passo será a realização de negociações trilaterais (trilogue) entre o Conselho da UE, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, com o objetivo de concluir rapidamente o processo legislativo. Uma vez aprovada, a legislação estabelecerá uma base jurídica sólida para a emissão oficial do euro digital no futuro.

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