Pedido de reexame com reviravolta! Ministério Público: carta do SBF não foi enviada da prisão, a assinatura também é estranha

A Procuradoria questiona que a carta de SBF na prisão possa ter sido enviada de fora, pois o local de envio não corresponde às regras da prisão, acrescentando variáveis desfavoráveis à reavaliação e aumentando a pressão na defesa legal.

SBF solicita reexame enquanto a Procuradoria afirma que a carta não veio da prisão

Enquanto Sam Bankman-Fried (SBF), fundador da FTX, continua a lutar por uma reavaliação, o caso ganha novas variáveis. Recentemente, procuradores federais dos EUA informaram ao tribunal que uma carta alegadamente enviada por SBF da prisão pode ter sido enviada por terceiros, com várias anomalias no remetente e no conteúdo.

Fonte: Courtlistener Recentemente, procuradores federais dos EUA informaram ao tribunal que uma carta alegadamente enviada por SBF da prisão pode ter sido enviada por terceiros

A Procuradoria apontou que a carta foi enviada via FedEx, mas, de acordo com as regras do Bureau de Prisões dos EUA, os presos não podem usar serviços de courier privados para enviar documentos. Dados de rastreamento indicam que o pacote foi enviado de Palo Alto ou Menlo Park, na Califórnia, locais diferentes da prisão federal de Terminal Island, onde SBF está atualmente detido.

Além disso, o nome da prisão na carta está incorreto, e ela foi assinada apenas com “/s/”, sem assinatura manuscrita. A Procuradoria acredita que essas inconsistências são suficientes para levantar dúvidas sobre a autenticidade da carta, embora ainda não tenham acusado diretamente SBF ou seus associados de falsificação.

Carta contestada envolve extensão de prazo, dificultando reexame

O conteúdo principal da carta contestada é um pedido ao tribunal para estender o prazo de resposta aos documentos da Procuradoria até 16 de abril. A carta menciona que SBF pode ser transferido de prisão, o que dificultaria o acesso a documentos legais ou contato com advogados, justificando a necessidade de mais tempo de preparação.

Porém, a dúvida levantada pela Procuradoria já representa um novo obstáculo à solicitação de reexame de SBF. SBF alegou anteriormente que o julgamento foi injusto e apresentou o que chamou de “nova evidência”, incluindo o progresso na recuperação de ativos após a falência da FTX, tentando demonstrar que os fundos dos usuários não foram totalmente perdidos.

No entanto, o tribunal de apelações já expressou reservas quanto a esses argumentos, enfatizando que o núcleo do caso é se o uso dos fundos e a divulgação de informações constituíram fraude, e não se a dívida foi posteriormente paga. A controvérsia sobre a carta também complica a estratégia de reexame de SBF.

Família afirma que usuários já receberam compensação, divergências entre reguladores e mercado

Ao mesmo tempo, familiares de SBF recentemente se manifestaram na mídia, tentando recontar a narrativa do caso. Seus pais, em entrevista, disseram que a recuperação de ativos da FTX atingiu cerca de 10 bilhões de dólares, e alguns usuários poderiam receber até 120% de reembolso, alegando que “os fundos sempre estiveram lá”, e que o caso se assemelha mais a uma crise de liquidez do que a fraude.

Porém, essa afirmação foi contestada por alguns credores e analistas de mercado. Críticos apontam que o valor de reembolso foi calculado com base no preço de falência em 2022, e não no valor de mercado atual, que aumentou significativamente desde então. Por exemplo, o Bitcoin valia cerca de 16 mil dólares na época, e hoje seu preço está muito mais alto, o que ainda não reflete perdas reais completas.

Além disso, órgãos reguladores nos últimos anos proibiram exchanges de misturar ativos de clientes com negociações próprias, e a alegação de “empréstimo” feita pela família de SBF é justamente uma prática que o sistema regulatório busca eliminar.

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De reexame a pedidos de clemência, a batalha legal de SBF continua a intensificar-se

SBF foi condenado por sete crimes, incluindo fraude, conspiração e lavagem de dinheiro, a uma pena de 25 anos de prisão, e permanece na prisão federal. Seus pedidos de reexame e recursos ainda estão em andamento, mas a Procuradoria já declarou que os argumentos apresentados são redundantes e pouco convincentes.

Além do sistema judicial, a família de SBF tenta obter apoio na opinião pública e na política, chegando a rotular o caso como motivado politicamente. Contudo, o Congresso dos EUA mostra-se indiferente, incluindo o presidente Donald Trump, que ainda não se pronunciou a favor de uma clemência.

A controvérsia sobre a autenticidade da carta torna a batalha legal de SBF ainda mais complexa. Desde questões processuais até evidências substantivas, o caso continua a atrair atenção do mercado e dos reguladores, e as chances de reexame permanecem incertas.

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